29 novembro 2010

Segunda-Feira.


A cidade acorda, mais um dia pela frente, mais uma Segunda-Feira. Nas ruas as pessoas passam com o rosto amassado pelo travesseiro e o sono estampado, alguns comentam sobre o jogo de domingo, outros falam da guerra que está o RJ. Na frente da banca de jornal, alguns rostos estão lendo as noticias do dia, duas mulheres indo trabalhar falam sobre a noite maravilhosa que tiveram com os respectivos maridos/peguetes.Nas escolas,as crianças estão de saco cheio de olhar para a professora e querem logo que o ano acabe,as férias cheguem e que o papai Noel deixe o presente delas.

É... Segunda-Feira é um dia interessante.

Ana C.

28 novembro 2010

A filosofia da formiga.


Admirando a formiga perdida no chão do meu quintal, comecei a filosofar sobre aquilo. O inseto perdido no chão lembrou-me algumas pessoas que saem do caminho certo, da fileira indiana da sociedade e partem para o autoconhecimento ou a busca de um sonho. No começo, é difícil. Ela não sabe por onde começar, a formiga fica com medo porque não tem certeza se está no caminho certo, se essa trilha irá levá-la para os seus sonhos e ela fica cuidadosa, pois não sabe se um inseto maior irá atacá-la.

Após superar a primeira etapa, a formiga começa a testar as experiências que o caminho tomado oferece. Ela desvia de um pé ali, sobe numa pedra aqui e descansa numa folha ali. Após isso, a formiga já está ‘’expert’’, conseguiu conquistar os sonhos que ela almejou para esse caminho, mas, ela descobre que no final existe outro caminho e ele precisa de novos sonhos para ser trilhado, a formiga continua.

Viver é assim. Todos os dias trilhamos caminhos penosos, felizes, interessantes, perigosos... Isso torna a vida interessante. Vale à pena chegar ao final de cada caminho e olhar para trás, ver o quanto lutamos para alcançar tal objetivo. O caminho pode ser difícil, mas, o que conta é vontade de trilhá-lo (essa frase ficou meio sorte de hoje do Orkut).

OBS: Isso não é uma fábula e nem um texto de auto-ajuda, apenas uma observação que eu tive no momento.

Ana C.

24 novembro 2010

O açúcar que sobra.



Os relacionamentos são como o açúcar que sobra no fundo do copo após você tomar Nescau/Café: mesmo que tudo acabe, sempre irá sobrar o açúcar no fundo do copo.

Pense sobre isso =)

Boa... Sei lá... Que dia é hoje? .-.

Ana C.

14 novembro 2010

Freud no vestibular.

O ato de ficar esperando dentro de uma sala, por 1 hora, com vários concorrentes seus, aguardando um pedaço de papel que irá decidir o rumo da sua vida, não é uma das melhores experiências.

Acredito que as universidades fazem isso de propósito. Deve ser algum método psicológico freudiano do século XXI. Desestabilizar emocionalmente o candidato, assim, o número de aprovados diminui e o de contribuintes (pessoas que pagam, mas não passam nem na primeira fase) aumenta.

A parte engraçada nesta história são as pessoas. Sempre tem aquele cara que não se contenta em levar para a prova uma garrafa d’água e uma barra de cereal ou biscoito.

NÃO!

Esse ser passa no mercado, enche a sacola de biscoito, bala e suco e leva comida suficiente para passar uma semana na Ilha de Lost. Também tem aquele nerd que quer a engenharia mais concorrida e fica revisando as fórmulas de física, química e matemática.

É engraçado observar as pessoas fazendo prova. Eu aprendi com o vestibular que: o ser humano pira quando colocado sobre pressão. Caso eu fosse fazer psicologia esse texto poderia servir de tese para o meu doutorado. Estou escrevendo esse texto na sala, enquanto aguardo a liberação do fiscal para sair com o caderno de questões. O engraçado é que tem gente me olhando e procurando desesperadamente o tema da redação, sendo que na 1ª fase não tem redação-olha ai o método freudiano do século XXI funcionando.

Enquanto isso, eu vou apreciando o meu café gelado e rindo da cara deles. HAHA

Ana C.

Bom domingo.

10 novembro 2010

A mulher ruiva.


A mulher ruiva atravessa a rua

Senta-se à mesa do bar

Fuma um cigarro

Pede uma coca-cola

Pensa na vida

Repensa

Pensa

Repensa

Os carros passam

A cidade escurece

E a mulher ruiva continua ali

Perdida... Sozinha... Sofrendo

Pede outra coca-cola

E vai embora

Nunca mais vi a mulher ruiva

Nunca descobri quem era ela...

Ana C.