25 abril 2012

Lapa


Sete horas da manhã, o som do despertador começou a ecoar pelo quarto escuro. Minha vontade foi a de acertar o infeliz, acabar com aquele barulho irritante e voltar a dormir, afinal, eu tinha ido me deitar às cinco horas da manhã.
Retirei forças da onde achava não ser mais possível e me levantei da cama. No primeiro momento não reconheci a dor latejante que vinha das minhas costelas, mas logo me recordei da briga de ontem no bar. O que a minha mãe diria de mim? Vinte e sete anos, cronista falido, alcoólatra, solteiro, morando de aluguel e vivendo na boemia da Lapa.
Pois é, esse sou eu. Bebi tanta tequila ontem que nem lembro como começou a briga. Quando tento relembrar de ontem à noite, apenas alguns flashs me vêm à mente e não consigo coloca-los em ordem cronológica. Que seja.
Coloco um café para esquentar, acendo um cigarro e vou andando em direção a janela para observar a rua. Lá fora, a vida acorda e o sol vem para limpar as ruas da sujeira noturna. Eu, como não tenho nada para fazer ( vagabundo), irei aproveitar o meu café e, mais tarde, descer para comprar mais cigarros.

3 comentários:

Daniel C. disse...

Vai trabalhar, vagabundo ò.ó

Érica A. disse...

Vai trabalhar, vagabundo ò.ó [2]
ahuahu
27 anos e já é cronista falido? Precisava beber mais. -q

Célio Falconiere disse...

só resta uma coisa: deitar na BR 27 anos cronista falido .-.