07 outubro 2012

O copo para não ter um corpo

Transformei as esperanças
Em um copo de vidro
Arremessei no chão
Recolhi os cacos
E joguei no lixo 
No começo é estranho
Aquele gosto amargo fica pela boca
A dor do estômago revirando
A raiva
Mas quer saber?
Tudo passa
E a vida segue.

Ana C.
Para ler escutando:

Um comentário:

Célio Falconiere disse...

Tudo passa, o belo da vida é a finitude que as coisas tem.