05 fevereiro 2014

Devaneios de pensamentos nietzschianos.




Sobrevivente 1: Sempre começamos nossos diálogos com pequenos devaneios sobre o mundo. Somos pessimistas da pior espécie possível e pensadores universais destinados a confusões mentais.

Sobrevivente 2: Creio que os nosso polos cerebrais vivem em conflito. São como a Alemanha e a Itália na corrida da unificação territorial, o médico e o monstro, o psicopata e a criança sorridente.

Sobrevivente 1: Concordo com você. As pessoas nunca conseguem entender o que se passa conosco porque nós também não nos entendemos. Vivemos mudando de ideia  nesta eterna dança de pensamentos formados por palavras e imagens sem nexo.

Sobrevivente 2: Como já disse  Cazuza: vivo num clip sem nexo, um Pierrot retrocesso meio bossa nova e rock n'roll.

Sobrevivente 1: Vai ver a culpa nem é nossa e sim desta humanidade, a época, o século... Estamos vivendo na era de Aquarius do peixe afogado.

Sobrevivente 2: Quer uma cerveja? 

Sobrevivente 1: Quero, beber é o que nos resta no momento. Vamos analisar os humanoides.

Sobrevivente 2:  A ultima agora foi a do caminhoneiro que deu strike na passarela. O desgraçado deveria está muito louco e matou umas 5 pessoas.

Sobrevivente 1: Em todo início de ano algumas almas são arrebatadas. Deve ser Deus brincando de ser criança malvada ou é uma autoprogramação do mundo para diminuir o número de habitantes.

Sobrevivente 2: Imagino aquelas pessoas na hora da morte, morrer esmagado não deve ser nada agradável. As pessoas estavam passando na passarela e de repente “ saíram voando’’ e suas vidas tiveram fim. Outras simplesmente foram esmagadas.

Sobrevivente 1: A morte nos segue desde o momento que nascemos. O ser humano é uma pequena criatura prepotente com um prazo de validade extremamente pequeno comparado a toda grandeza que existe neste mundo.

Sobrevivente 2: Eu não tenho medo de morrer, uma hora ela sempre chega. O que nos resta é definir qual rumo iremos tomar nessa loucura toda. As pessoas passam tempo demais enfiadas em cubículos de escritório, preocupadas com problemas pequenos e se esquecem que o fim pode ser a qualquer momento.

Sobrevivente 1: Por exemplo aquelas pessoas que morreram na passarela, de repente elas estavam passando por lá e pensando nas contas para pagar ou na briga com a namorada... E de repente, não tinham mais nada para se preocupar, estavam voando rumo ao fim.

Sobrevivente 2: Basicamente isso, as pessoas que escutarem nossa conversa irão dizer que somos pessimistas mas que se foda-se. Todos encontram o fim uma hora ou outra.

Sobrevivente 1: É verdade, um brinde para a morte que espreita na esquina.

Sobrevivente 2: Um brinde. 

Ana C.

Para ler escutando:

Um comentário:

Carine disse...

É um diálogo nosso!